sábado, 10 de enero de 2009

Esse nome de homem....


Tu sabes o nome de Homem que me faz estremecer, não preciso de pronunciá-lo.
Na tua pele convertida Eu em aceite que desliza minhas mãos em tua pele
De teus beijos os meus sedentos,
meu corpo ardente entregado a ti cheio de paixão
Minhas entranhas cálidas famintas por teu palpitar
desejosa de queimar-me noite trás noite,
queimar-me de ti e por ti.
Teu aroma de homem,
suor que gota a gota recorre os destinos donde desejo reclinar
fundidos num abraço,
incendiados de luxúria eu a essência dessa fêmea explodindo no meu interior…
sentindo-te expelir vida em minhas fibras
enquanto tu és verbo eu carne que devoras com prazer,
esgrimindo a um mesmo tempo um gemido realizado
nesse desejar ser espuma branca num leito de vida latejante.

Sentir recíproco


Uma chama que arde harmoniosa transformada em dança
Que ampara acesa essa vela da que brota una luz ténue
dando vida as sombra dos nossos corpos,
na parede de um recinto que fazemos nosso em cada palpitar dos dias
Roupa que se mantém ao descuido
no fundo de donde nossos corpos transpiram
Um leito que arde sem fogo perceptivo,
mas que sentimos percorrer-nos a pele
Dois corpos abraçados, entregados ao mesmo cadenciado
de uma musica que se sussurra entre cada sentir,
gemidos e palavras melindrosas que se dizem
Entre o perfilar do que se deseja sentir.
Um descobrir a magia envolvente,
e redescobrir que estamos feitos como gramasso
num só palpitar, sinto intensa plenitude
em cada toque que perfilas em minha pele
Nesse estar sem tempo nem espaço,
nessa música que dançamos a meia luz,
donde o tacto se torna visão,
donde o olhar é murmuro
e as palavras se silenciam em cada beijo.

No leito...



Vem nas asas do desejo coexistir comigo no limiar de nossos sentidos,
viver o doce da pele após a ausência.
...Quero fluir na sedosa fronteira do teu território,
cavalgar na vertigem da tua cândida silhueta a divagar no leito.
Limiar do tempo, véu que deixa antever o despertar de mil estrelas...
Luz, volúpia, emoção.
Dois corpos nus e famintos!, suspensos na distância,
acordando no desabrochar da rosa num cálido beijo.
Impregnado em teu inesgotável limbo,
vislumbro-te a génese numa visão mágica e arrebatadora.
Foco o olhar no esplendor de teus cabelos ao vento,
pescoço esbelto, lábios de sedução!...
Desnudo-te avançando pelos dias que se sucedem,
deixando-me languidamente levar no reflexo do teu olhar.
Espelho que nos une na fusão da pélvis ardente de vontade!,
espírito que habitas no ar que respiro,
no vento ao murmurar teus segredos,
nas gaivotas brincando em nosso sonho.
Fogo que me aquece nas noites frias,
chama que lavras minhas ansiadas,
incendiando-me quando beijo teus seios.
Noite de Lua cheia onde me abraço,
ventre que navego, mar imenso...
Oceano do meu desejo, cubro-te como o vento,
no deslizar das mãos em teu corpo nu,
língua tácita percorrendo o auge dos teus doces recantos.
No leito seios exóticos e perfeitos na luxúria do espaço,
ancas declinadas onde me abrigo na quentura do teu toque roçado,
lânguido no lugar que ávido fico cativo.
Dedos percorrendo sua extensão e contornos,
erecto fico envolvido em latejante carne,
lacrando-nos nas correntes do orgasmo e arrebatamento.
Autor: José Paulo da Costa Ribeiro

jueves, 8 de enero de 2009

Perdido no teu Mar....

Fotografía María Lasalete Marques ®
Den haag - Scheveningen
Holanda

Só de pensar em cada poro do teu corpo estremeço
Fecho os olhos e quando respiro,
sinto teu cheiro invadir-me a alma
Teu sorriso acariciando-me a mente
fazendo-me escravo da tua beleza
Qual naufrago perdido no mar
encontrando na tua imagem
a liberdade de voar mais alto
Anjo que habitas meus sonhos com tua magia,
vislumbrando uma nova era onde tudo é luz.
O arco íris compõe na perfeição
os contornos de teu corpo a brotar de vida,
depois de um rigoroso Inverno
antevejo o desabrochar da Primavera em teu olhar divino.
Fonte de vida na que me galanteio,
na frescura da tua presença de Mulher
Força inesgotável, centro de um Universo
onde se expandem meus sentidos...
entregando-me de corpo e alma,
para receber a dádiva penetrante da tua alvura
cada fibra de meu corpo atroa,
incendiando-se nestas aguas que já não me contrafazem
Teu corpo é o mar em que respiro,
coexistindo na tranquilidade do meu desejo,
mergulho em ti sabendo que tuas profundezas
são o espelho do céu que nos cobre.
O luar que veste minha pele vertido nos contornos do teu corpo.
Autor: José Paulo da Costa Ribeiro

miércoles, 7 de enero de 2009

Medo de viver...

IMAGEN240

Medos que palpitam no ar, num tédio pensamento que revoluteia
Na incerteza da vida que jamais julgamos possível de sustentar nas mãos
Medos que em ocasiões podem foguear a roca mais dura
quando o ardor do fogo abranda o ferro mesmo,
Medos que amanhecem em cada emergir do sol
E que como borrasca escurece o olhar que se deseja límpido
Para ver que aquele alento y asa de anjo que se pousou nas mãos
é uma dadiva divina que nos permitira redimir-nos das feridas
que outrora abriram no nosso coração e nossas crenças.
Trégua que devemos dar-nos para ver a imensidade
Do que se nos brinda no caminho,
esse emergir da lama donde alguém nos mergulho.
Medos que deambulam em cada recanto dos nossos pensamentos
E que em ocasiões damos corpo mesmo, alimentado seu palpitar.
Nunca vivas submergido nesse medo que escurece o céu diáfano
que se abre ante teu olhar, não mergulhes na lama o linho branco
Abre-te a esse arco íris que brilha ante ti, solta o lastre e as amarras
Que te apresam ao porto que já se dissipo no tempo.
Corações rotos e mariposas de mil cores num espaço que acreditamos
jamais poder conciliar ,assim a instantes em que somos capazes de
dar a vida por um sonho, que teus medos não sejam o sebo que te impeça
caminhar de novo numa vida cheia de mil aromas de primavera, de mil cores
Mil estrelas que brilham no infinito.

Um renascer na Primavera....

Fotografía María Lasalete Marques

Hillversum Holanda

Inverno intenso, o impelir da vida presente ante u Outono
que se alonga num abraço que se dissipa no tempo
e ao se afastar vai deixando marcas ao seu passo
arvores desprendidas de suas folhagem
a força do vento que verga os troncos despidos
em cada afrenta os fazem praguejar na sua fortaleza
ao resistir-se a cada embate.
Dando asas aos sonho que parecem se manter
na solidão do tédio cinzento que torna o sol tácito
despertar a vida desde os silêncios emudecidos,
mergulhados no manto branco que os faz estremecer.
Um ciclo que sempre se faz presente, em cada despertar da primavera.
Depois de cada dormitar cobertos dum manto de linho branco
em cada Inverno após o desfolhar das árvores num breve adeus ao Outono.

domingo, 4 de enero de 2009

Sopros no vento....

Sempre presente, em cada roce de pele
que o vento me trás tua doce presença mama...

Um espaço donde só as lembranças
nos fortalecem na esperança do retorno a casa
Sonhar acordada, dormir comprazida
duma vida donde a magia esta presente
em cada amanhecer.

Sonhos de criança que se mantêm impolutos no tempo
uma retrospectiva na senda duma historia que ainda se escreve.

Desde essa janela a desnudes de arvores que engendram vida silente
para cobrir-se de folhagem em primavera.

Em cada repousar do tempo um caminho na areia
marcas que se tornam caminho a percorrer
uma homenagem a quem sem pedir
claudica de seus sonhos para tornar os meus reais.

Um passeio na terra que com orgulho
percorro em cada compartir com os País
“Sua Ria de Aveiro”.

Uma chama que da vida nesse estar
uma ceia de entre relembranzas
anedotas, dor, alegria, sofrimentos
mas donde prevalece a essência dos afectos.

Ser feliz, não depende de quem esta a nosso lado
nem das coisas que possamos possuir.
ser feliz só nos o podemos conseguir
em cada tropeço uma lição de vida
em cada logro um merecido avanço. No caminho que dia a dia empreendemos

Um caminho de volta....aguardando encontrar
os que esperam por nós...

Dos miradas unidas en un sólo espacio..
en un mismo deseo y un mismo sueño.
María Lasalete Marques ®
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Una vida.....



Una vida sin caminos programados, sólo un camino que se
desea vivir desde la esencia misma de la vida.
Un vivir sumergida en la magía de todo aquello que verdaderamente importa.

María Lasalete Marques ®