martes, 16 de junio de 2009

Sortilégio meu!




Detenho-me na arriba sobranceira ao mar,
vindo de longa jornada e de rosto esperançado,
no peito o fogo que alastra
e no coração a luz que meus olhos lhe transmitem
dessa força pujante!.
Penso-te sobre o horizonte
e todo eu estremeço ao recordar a lucidez da tua imagem
surgida daquele maravilhoso mês de Outubro,
com tua Lua de prata suspensa nas mãos,
iluminando as noites da mais linda fantasia...
O que então era pequeno,
lhe deste a dimensão do seu próprio Universo.
Universo teu e meu,
no transbordar das emoções...
mar imenso onde dois corações palpitam em salitres desejos,
doces aromas...
proeminência elevando-me ao espaço
mirando em profundidade a rosa da minha vida!,
brote dourados em céu prateado roçando a crista das ondas...
És a magnificência e madrepérola dos meus sonhos,
eterna magia que fecundaste meu âmago.
Detenho-me na arriba
esboçando um suspiro sentindo-te tão perto e tão longe.
Ouço teu canto de sereia,
na harmoniosa melodia das vagas,
trazido pelo vento em jeito de brisa suave.
Na pele a percepção da tua proximidade,
acariciando meu corpo que te espera ávido
no vasto tempo que se avizinha.
Assim imploro ao meu encanto,
a lava que flutua e faz brotar a Primavera,
neste Outono onde meu sorver,
se tornou constante e...tu o oráculo do meu destino!.

Autor: Josè Paulo da Costa Ribeiro ®

domingo, 14 de junio de 2009

Passados que destroiem....

azul Pictures, Images and PhotosAlineación al centro


Distante no espaço, na solidão de seu mundo, uma rosa abandonada ao tempo
Recolhida, silente e temerosa, ousou viver um novo sonho, num jardim distante
Vulnerável as feridas, pois no seu jardim sofreu as podas sem dó.
Depois dum Inverno, crescido de coragem,
abriu-se caminho no lodaçal para de novo retornar.
Seus primeiros botões ao céu ofereceu,
magoas passadas já não presente, faziam que seus verdes brilharam
Cheios de resplendor e esperança.
Sem ser a mais bela rosa do jardim,
sentia que a sua beleza interior fosse motivo de valor
Rosa que sem mistura se abria cheia de cor,
impregnada em subtil aroma
Vulnerável aos sons dos bulícios dos quais sempre se afastou.
Negada a ser uma mais, das rosas que se mostram quais únicas e sem essência
De mãos em mãos oferecidas
esquecidas usadas somente para abrilhantar uma ocasião.
Na sua inocência crescida
no seu pouco rodar pelo tempo, quis pertencer somente
A um jardim, ser tomada dia a dia por um só jardineiro.
Más mesmo no seu desejo de ter mais do que alma,
via a vida que não para, acelerada no tempo
Apesar de recusar ser como as demais,
rosa rara que se mantinha impoluta a sua genética.
Permitiu ser tomada de raiz,
por aquele que julgou ter visto nela a sua candura
A sua alma, a sua beleza interior.
A suas pétalas cor de arco-íris
Foi transplantada com carinho,
e nesse trato abraçou a terra donde seu anjo a colocara
Nunca se precatou que num solo diferente
sua folhagem jamais seriam entendida
No tempo distante do seu espaço a solidão foi abrindo brecha,
foi mitigando seu encanto, foram entristecendo suas pétalas.
E o que julgou ser tratada com amor,
tornou-se de pronto em estacas que dirigiam o seu crescer.
Rosa vulnerada na sua condição de ser,
deixou de ter forças para seguir lutando
Distante no espaço, na solidão de seu mundo,
uma rosa abandonada ao tempo
Na inclemência do Inverno, fechou-se no abraço da terra que a nutre
Na espera de uma primavera que a faça desabrochar novamente
num jardim donde os raios de sol
dêm novamente as suas pétalas a cor da esperança
do amor no que sempre acreditou.

lunes, 8 de junio de 2009

Caminhos que levam ao mar



O Sol vai alto
... Alçam-se-me as vontades e sinto incentivo e desejo...
Úbere interior em turbulento desvaneio,
roçar a pélvis como fragas ainda estremecidas da noite!
Escuto o vento perscrutando o pensamento
e ouso o timbre da tua voz à distância.
Fonte cristalina em que sacio a sede dos meus devaneios mais incautos.
Enquanto me aproximo, tiras o turbante
na franca aragem onde me declino e te beijo...
Pomo do meu alento, mãos que me tocam com o divino percutar,
rios que fazem fluir em nós as carícias do caminho em direcção ao mar.
Massivo sentir da vida onde ancorado espero que a Montanha e os vales,
me tragam com eles os aromas só teus...
Regozijo do nosso saciar,
Eternos amantes e reincidentes neste descobrindo-nos por completo!
Autor: Josè Paulo da Costa Ribeiro ®

Caprichos nocturnos...


Nem o canto das aves me tranquiliza ao anoitecer
e minha ânsia se confunde com as folhas
que se agitam nas noites misteriosas que começam
na solidão dos generosos em brotante contorção.
Estrelas que surgem no eclipse de um corpo celeste em mutação constante...
Grãos em relógio de areia, abordar da luz no escorrer dos amantes.
Anjos e demónios, insaciados na noite,
jogos cruzados onde o gemido quer falar,
absorver dos peitos da luz,
alguém que não se cansa de dar.
Fome devoradora que eles lhe tomam...
Cascatas se despenham em serpenteante vacilar,
sem pudor dá-se a extracção do calor e do brilho,
onde o roubado é mais deleitoso que a insatisfação do aceite.
O arco-íris é artificial e as trevas em condomínios reais!. ..
.Assim ouso o canto dos pássaros e a chuva que não cai...
Meus lábios estão secos...terão talvez sede desse tácito nocturno?...
.
Autor: Josè Paulo da Costa Ribeiro ®

domingo, 7 de junio de 2009

Vivendo a vida....











Quando imaginas quem sou e o como sou
Mais além do que as pessoas possam ver e conhecer
Posso dizer que nunca me hás de encontrar no barulho dos dias
Nem nos lugares donde as pessoas deambulam no seu quotidiano.
Nas lojas a procura de minudências sem valor,
que não alimentam a essência.
Quando viajo a terra das minhas raízes, vou cheirando nos caminhos de pedra
A humidade das manhas, que gosto de percorrer
Adoro ir a minha praia sentir a maresia no rosto, e esse cheiro que me eleva
Sentar-me entre as gaivotas nos dias soleados silenciosos de ruído y de gente
Sentir o frescor dos pinhais, o remanso das aguas o ar puro refrescante
As gotas de orvalho nas folhas das árvores que se mantém erectas ao céu azul
Duma cidade banhada pelo Douro, suores dum povo que salta ao mar na faina.
Contemplar o sol a espreitar entre os ramos despidos dos Outonos
As dunas de sal que despontam a céu limpo prontas para alimentar a vida
O bater das asas das gaivotas que se mantêm no remanso do vento
Essa lua imensa com semblante de mulher apaixonada que da luz
As noites de prelúdios nas sombras que projecta na parede
De dois corpos entregados ao amor.
O olhar daqueles que sentados em repouso, conversam dos tempos algo sem memorias.
Sentir a energia que palpita em cada nascer de um novo dia….
Alguém que em onze palavras pode dizer
“Vivo a Vida com a intensidade de ser parte deste mundo.”

Nesse caminho.


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Neste mundo compartido, em ocasiões as palavras trepam minha mente
E corre em mim o impulso de tomar uma caneta
e transcrever cada palavra que late na minha cabeça
Dita somente por este coração que palpita por ti,
pele que deseja a tua cercania e morre por sentir-te latejar nela.
Quando revejo o nosso caminho percorrido sinto que as arvores falam de ti em murmúrio
Que o rouxinol e as gaivotas entoam uma melodia doce que fala sobre nós
Os cantos dos pássaros enchem o silencio donde tu e eu contemplamos o infinito
Sobre a relva humedecida de rocio, neste bosque que contemplamos de mão dada.
E sinto dor, quando nas duvidas não escutas o que a grito te digo em cada dia
Sossega tua alma, e escuta esse coração que conversa o mesmo idioma que o meu
Deixa-te sómente voar a meu lado num infinito azul
Eternizar no espaço o que hoje uma vez mais deixo nestas letras
Minha verdade eterna o desejo de ser em ti
O fogo que arde na eternidade, o começo e o fim de um tempo
Passado que só significa um percurso concluído
Um presente que ambos iniciamos.

Converger em nossos corpos...uma só razão.



Neste desejar-te intenso que me nubla a senso e as razoes
Sinto estremecer sem frio no roce de teu amor, ao leve toque de tuas mãos
E pressinto teus desejos no leve aroma do teu alento.
E nesta distante ausência que se acarta no tempo
Sinto a inquietude das horas que ainda vejo longínquas…
Minha loucura adormece em cada beijo teu
e meu desejo se converte para ti em eterna entrega
Em oráculo que vamos decifrando lentamente
No olhar desassossegado dos desejos,
nas carícias, no sorrir comprazidos.
No perto ou distante só uma ração converge em nossos corpos
O desejo ardente desta paixão que arde sem fogo que incendeie
Mas neste amar pleno é flama perpetua.
Olhares da alma, embelezados num coração expandido que se abraça
Ração silenciada, gemidos feito murmuro assim como um beijo subtil, doce, húmido
Estas letras são uma forma de te dizer TE AMO

Dos miradas unidas en un sólo espacio..
en un mismo deseo y un mismo sueño.
María Lasalete Marques ®
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Una vida.....



Una vida sin caminos programados, sólo un camino que se
desea vivir desde la esencia misma de la vida.
Un vivir sumergida en la magía de todo aquello que verdaderamente importa.

María Lasalete Marques ®