domingo, 14 de marzo de 2010

Usufruto



Sinto-me ocidental em jardim nipónico,
nas cores da Lua, todo eu a imaginar...
Percorro com as mãos devagar já afónico,
como arrepio de vento no teu âmago a brotar.

Encho-te de mimos, sou o teu jardineiro fiel,
rendo-me em teus braços libidos de flor
estendo-me na ânsia, ofereço-te o capitel,
molhado em ti, sentindo teu calor.

Usufruto e alento, de vez primordial desejo...
Caio, morro, me levanto nesse teu ar de moça!,
retorno das cinzas em torno do teu beijo,
e no alvoroço da carne toda a alma dança.

Perfilando em teus quadris apalpo-te as formas,
vivo o esplendor deste deleite que profana...
Fecundando o botão sem normas,
Madrugada de seiva que teu interior emana!.

Exótico ritual que só tu sabes-me dar,
perco-me no paradisíaco de tua pele,
ando mareado de encanto ao te lavrar...
Terra húmida onde penetro e tu penetras nele.

Autor: José Paulo da Costa Ribeiro ®

Inerte meditar



Por onde quer que ande em noites infindáveis de perseverança
e quase inerte meditar, defino caminhos e espaço no escutar atento,
provenientes dos teus passos cruzando a indulgente distância.
Surges como raio penetrante, derrubando minhas amarras num sussurro,
fazes de mim bastião e mar imenso...barco no cais embalado em silêncio,
num continuo suspirar das ondas e intuição de ambos estarmos juntos!.
Assim roço a muralha a que me acosto hesitante, entre sede ancestral e suposições e na indecisão...passo enquanto o lírio e a verdade não alcanço.
Na verdade, só tu deste-me a paz e o prazer de um porto, que aberto ao mar, me acolheu do final suposto degredo!.
Pobre poeta em desmedida decomposição sulcando as vagas em constante rebelião perdida de um oceano de desamores... ...jamais flores mortas na erosão, recordações naufragadas, lugar desabitado!.
Sei que em ti encontrei o meu porto de abrigo, luz e paixão,
num desenrolar dos sentidos, que só a Lua sabe acalentar
em noites infindáveis de perseverança e quase inerte meditar!.

Autor: José Paulo da Costa Ribeiro ®

sábado, 13 de marzo de 2010

Noite na que es presença


Muito perto de ti sentindo a aura que te envolve
Tenho o desejo apressado de morder lentamente teu pescoço
Percorrendo com meus dedos calmamente tua espinha
E ver teu peito agitado do desejo que desatinante se despe
Para sentir de perto o roce dos meus seios que delicadamente
Com teus lábios impregnas de magico prazer
Minha boca confundindo a tua num beijo húmido
Penetrando um templo de perfumes que brota
como brisa envolvente perto do mar
Para além da pele, é sentir-me rodeada das tuas querenças
que me faz manter a insónia nesta noite
Donde o sentir brota mais além do imaginável
Para transmutar no espaço e abraçar-me entre teus braços

Jamais acreditei


Jamais acreditei que mais além do sol
Um sentimento expandisse para nascer do acaso
Guardei entre minhas mãos as lembranças
E deixe que tu alimentasses o desejo de viver novamente
Teu amor; teus segredos; teu aroma, tua pele
Arrancou do silencio o murmúrio dum te Amo
Quero-te encontrar cada dia, cada noite, cada despertar
Sentir teu carinho avivar o que encontro e sinto ração
De sentir-me viva neste Amor que grito
Pois hoje mais que nunca acredito que mais além do sol
O que nos une tornou-se na minha mais bela razão de ser

So sei que te amo.


Sou tua voz murmurada no silencio
O olhar da tua sombra que te vê a furtivas trás o cortinado
E sucumbe quando te observa em segredo
enquanto dormitas os pensamentos pintados de sonhos
Somos esse sonho que te estremece a pele
E faz do homem criança em braços da vida
Vencendo a dor de historias vividas
Despertando envolto dum manto de esperança
Sou tua voz murmurada no silencio
Nessa carícia arrancada trás cada beijo
que deixo sobre teus medos enchendo-os de brilho que ilumina
Do silencio segredando entre a nudez que cobrimos
Tornamo-nos amantes que se anelam entre sonhos

Por amar-nos


Talvez esta noite, como outras tantas noite de luar enchido
Nossas historias se escrevam com a gema dos dedos
Talvez esta noite sobre um céu enrijecido
Navegue com meus dedos teu corpo
Doce poção vertida de dois universos diferentes
Dormir em braços do vento a intempérie sobre teu peito
Ouvindo as pegadas da chuva sobre o telhado
Talvez hoje é o tempo certo dos olhares que trocamos
Para dizermo-nos o quanto nos amamos
Deixar que a mesma agua nos queime os desejos
Entregados na luxúria da noite baixo o luar indiscreto
Desse sentir que me brindas docemente noite trás noite
Emerge entre nós estrelas que titilam, luzeiros e cometas
Numa dança ignotas que se torna cometa desafiando-nos o anseio
Talvez esta noite, como outras tantas noites de luar nu
Aparecemos entrelaçados com os corpos nua
Vestidos de ambição furtando a força das aguas que se encrespam
Nesse ritual eterno que nos professamos por amar-nos

viernes, 12 de marzo de 2010

No consigo conciliar el sueño


No consigo conciliar el sueño esta noche
Siento mi piel humedecida de sudor
Y mil vueltas cual peonza doy en mi lecho
No se si el calor tras las escasas primeras lluvias que caen
O es este deseo loco de poder sentir tu piel
que como mitad de luna
Despierta en mi la pasión y el deseo
Abro los ventanales y dejo que el viento con olor a tierra mojada
Me traiga los pétalos de una rosa que dejaste en el lecho.
Fresca brisa con aroma, que vuelve mis deseos fecundos
Mujer indomable que va tras el rastro de sus sueños
Que siente entre tus brazos la razón de su existencia
Suspiros intranquilos que en el insomnio busca tu piel
Mis manos ariscas divagan en el torrente de mi cuerpo
Perfilando el tuyo lejano mientras murmullo
Toca mi piel enardecida con la yema de tus dedos
Siente como mi hoguera recorre tu cuerpo
Haciendo que tu sangre se concentre en tu hombría
Esencia de fuegos que encrespan nuestros cuerpos
Convirtiendo la lujuria en punta de lanza
Que anclas en mis entrañas, espasmos que ondean mi vientre
Sutil silueta de contornos suaves humedecidos
Momento fugaz de fantasía plena, de caricias mordaces
No consigo conciliar el sueño esta noche
Siento mi piel humedecida de sudor
Y mil vueltas cual peonza doy en mi lecho
No se si el calor tras las escasas primeras lluvias que caen
O una vez más este deseo abierto de ser parte de tu cuerpo
De tu esencia, del palpitar de tus deseos
Dos miradas unidas en un sólo espacio..
en un mismo deseo y un mismo sueño.
María Lasalete Marques ®
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Una vida.....



Una vida sin caminos programados, sólo un camino que se
desea vivir desde la esencia misma de la vida.
Un vivir sumergida en la magía de todo aquello que verdaderamente importa.

María Lasalete Marques ®