jueves, 22 de enero de 2009

Dormitando sobre teus desejos....


Quando fecho os olhos desde este horizonte longínquo
Sinto estremecer alforriada de desejos,
sensações que se aglutinam
e que só consigo minimizar ante as palavras surradas,
o leve toque de teus dedos no meu rosto
aparentemente submergido num dormitar comprazido,
cingido de sonhos que ambicionam alcançar um caminho mão a mão.
Acordar abraçada fortemente contra teu peito
enquanto minhas mãos se expandem sobre ele.
Olhada que deambulam entre recoitos
que se abrem como asas que desejam
abranger o espaço infinito para sulcar um céu comum.
És o leito donde desejo acordar deste sopor,
és a razão pela qual humedece minha pele
em noites repletas de sedução,
desse desejo de sentir-me dermes em tua pele.
Quando abro meus olhos e vejo teu dormir
tranquilo junto do meu peito,
tua mão abrigando meu ventre,
Sinto a necessidade de adormecer calmando as ânsias,
do desejo de te acordar , respirar profundo
mantendo silenciado o silencio, para não acordares,
minhas mãos como pincéis insinuantes vão contornando teu rosto,
num roce veemente, em sussurros sôfregos,
em pensamentos que se tornam versos
ante o despontar de cada amanhecer a teu lado.

Encanto eterno.....


Contemplo meu amor no ênfase desta claridade,
doçura e encanto em cândido adormecer...
A noite chega com seu vulgar sortilégio ,
para tirar-me de dentro a lava que brota,
chuva no eco de nossos húmidos desvãos
Lábios túrgidos de pura sensualidade,
em que meus olhos sorriem ao ritmo do teu respirar.
Pálpebras que se vão fechando ante meu rosto duro,
suspiro do pensamento...
Toda a amplitude da alma num eterno abraço
em torno da linha que se estende no Horizonte,
moldura de deusa deitada...rosto imaculado!.
No meu transviado e solitário, o sonho dum momento...
Puro de luz viva, em alto pensamento!.
Autor: José Paulo Da Costa Ribeiro ®
Montaje fotográfico: María Lasalete Marques ®

viernes, 16 de enero de 2009

My snow white queen!

Tenho falado à neve este amor,
saudade em vagas ténues, minha doce fantasia,
oceano da ventura, maresia que me envolve.
Estação fria onde os lírios
são recordação no hino da glória...
Planícies férteis, flores fieis que pisei distraído.
Oh imbuir! onde fiquei detido...
Como esquecer o brotar da rosa
nesse imenso eterno beijo!
Até mesmo o mais rigoroso Inverno
é a manhã do maior desejo.
Quando chegar a Primavera
pensaremos na voz da neve trazida pelo vento,
não havendo mais soluço,
frio cruel da maior descortesia.
Apenas lírios nas vagas ténues...
minha doce fantasia!

Autor: José Paulo da Costa Ribeiro
Colagem fotográfica: María Lasalete Marques

sábado, 10 de enero de 2009

Esse nome de homem....


Tu sabes o nome de Homem que me faz estremecer, não preciso de pronunciá-lo.
Na tua pele convertida Eu em aceite que desliza minhas mãos em tua pele
De teus beijos os meus sedentos,
meu corpo ardente entregado a ti cheio de paixão
Minhas entranhas cálidas famintas por teu palpitar
desejosa de queimar-me noite trás noite,
queimar-me de ti e por ti.
Teu aroma de homem,
suor que gota a gota recorre os destinos donde desejo reclinar
fundidos num abraço,
incendiados de luxúria eu a essência dessa fêmea explodindo no meu interior…
sentindo-te expelir vida em minhas fibras
enquanto tu és verbo eu carne que devoras com prazer,
esgrimindo a um mesmo tempo um gemido realizado
nesse desejar ser espuma branca num leito de vida latejante.

Sentir recíproco


Uma chama que arde harmoniosa transformada em dança
Que ampara acesa essa vela da que brota una luz ténue
dando vida as sombra dos nossos corpos,
na parede de um recinto que fazemos nosso em cada palpitar dos dias
Roupa que se mantém ao descuido
no fundo de donde nossos corpos transpiram
Um leito que arde sem fogo perceptivo,
mas que sentimos percorrer-nos a pele
Dois corpos abraçados, entregados ao mesmo cadenciado
de uma musica que se sussurra entre cada sentir,
gemidos e palavras melindrosas que se dizem
Entre o perfilar do que se deseja sentir.
Um descobrir a magia envolvente,
e redescobrir que estamos feitos como gramasso
num só palpitar, sinto intensa plenitude
em cada toque que perfilas em minha pele
Nesse estar sem tempo nem espaço,
nessa música que dançamos a meia luz,
donde o tacto se torna visão,
donde o olhar é murmuro
e as palavras se silenciam em cada beijo.

No leito...



Vem nas asas do desejo coexistir comigo no limiar de nossos sentidos,
viver o doce da pele após a ausência.
...Quero fluir na sedosa fronteira do teu território,
cavalgar na vertigem da tua cândida silhueta a divagar no leito.
Limiar do tempo, véu que deixa antever o despertar de mil estrelas...
Luz, volúpia, emoção.
Dois corpos nus e famintos!, suspensos na distância,
acordando no desabrochar da rosa num cálido beijo.
Impregnado em teu inesgotável limbo,
vislumbro-te a génese numa visão mágica e arrebatadora.
Foco o olhar no esplendor de teus cabelos ao vento,
pescoço esbelto, lábios de sedução!...
Desnudo-te avançando pelos dias que se sucedem,
deixando-me languidamente levar no reflexo do teu olhar.
Espelho que nos une na fusão da pélvis ardente de vontade!,
espírito que habitas no ar que respiro,
no vento ao murmurar teus segredos,
nas gaivotas brincando em nosso sonho.
Fogo que me aquece nas noites frias,
chama que lavras minhas ansiadas,
incendiando-me quando beijo teus seios.
Noite de Lua cheia onde me abraço,
ventre que navego, mar imenso...
Oceano do meu desejo, cubro-te como o vento,
no deslizar das mãos em teu corpo nu,
língua tácita percorrendo o auge dos teus doces recantos.
No leito seios exóticos e perfeitos na luxúria do espaço,
ancas declinadas onde me abrigo na quentura do teu toque roçado,
lânguido no lugar que ávido fico cativo.
Dedos percorrendo sua extensão e contornos,
erecto fico envolvido em latejante carne,
lacrando-nos nas correntes do orgasmo e arrebatamento.
Autor: José Paulo da Costa Ribeiro

jueves, 8 de enero de 2009

Perdido no teu Mar....

Fotografía María Lasalete Marques ®
Den haag - Scheveningen
Holanda

Só de pensar em cada poro do teu corpo estremeço
Fecho os olhos e quando respiro,
sinto teu cheiro invadir-me a alma
Teu sorriso acariciando-me a mente
fazendo-me escravo da tua beleza
Qual naufrago perdido no mar
encontrando na tua imagem
a liberdade de voar mais alto
Anjo que habitas meus sonhos com tua magia,
vislumbrando uma nova era onde tudo é luz.
O arco íris compõe na perfeição
os contornos de teu corpo a brotar de vida,
depois de um rigoroso Inverno
antevejo o desabrochar da Primavera em teu olhar divino.
Fonte de vida na que me galanteio,
na frescura da tua presença de Mulher
Força inesgotável, centro de um Universo
onde se expandem meus sentidos...
entregando-me de corpo e alma,
para receber a dádiva penetrante da tua alvura
cada fibra de meu corpo atroa,
incendiando-se nestas aguas que já não me contrafazem
Teu corpo é o mar em que respiro,
coexistindo na tranquilidade do meu desejo,
mergulho em ti sabendo que tuas profundezas
são o espelho do céu que nos cobre.
O luar que veste minha pele vertido nos contornos do teu corpo.
Autor: José Paulo da Costa Ribeiro

Dos miradas unidas en un sólo espacio..
en un mismo deseo y un mismo sueño.
María Lasalete Marques ®
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Una vida.....



Una vida sin caminos programados, sólo un camino que se
desea vivir desde la esencia misma de la vida.
Un vivir sumergida en la magía de todo aquello que verdaderamente importa.

María Lasalete Marques ®