martes, 31 de marzo de 2009

Luar...


Deixa o luar repousar na tua pele
Nos limites do tempo e na distancia
Ser a carícia envolvente que te oferendo
Nesse atalho donde ate tua boca repouso um beijo
Deixa-me ser esse luar que se expande
Num infinito cheio de estrelas,
Ser a luz desse caminhante furtivo
Que veio silencioso para me falar baixinho na alma
Com a subtileza das palavras, entoando um canto
Que me embala por completo
Deixa-me ser uma e outra vez esse luar
Que penetra na tua alcova, sobre teu leito
Em teu corpo descoberto, ascender em ti
Depositando em teus lábios um sublime beijo.

Deter o tempo para te sentir eterno.


Entre palavras e murmúrios, olhares distantes,
Num tempo detido no passo das horas
Prendidos num sentir que palpitante arde sem queimar
Num rosto que irradia luz e cor de frenesi
Donos do tempo destinado a sonhar, na luxúria dos sentimentos
Instantes que jamais concluem, filigrana que brota da alma
Momentos nos que me tentas, acariciando-me
Enchendo-me de ti em cada entrega compassada
Em cada noite em que os sonhos se tornam realidade
Para nesse despertar abraçados
levar nos lábios um sorriso descoberto
Silenciada sobre teu peito evidenciar,
o almejar de não acordar, não desejo levantar-me,
permanecendo no sitiar donde meus sonhos
encontram sossego e desejo.

domingo, 29 de marzo de 2009

Cativo em ti!.

Tão perto...minha fogueira e minha rosa
que me oferendas o paraíso em bandeja de prata,
me trazes no teu desaire o beijo em cálice perfumado
de sandalo na boca entreaberta.
Incendeia meu abraço com teu roseiral em flôr,
quero-te sentir os seios de bronze luzente,
nas concavas ânsias a desbravar meu ser.
Fulgoroso olhar que à muito me fascina e ensina
estas mãos a percorrer com doçura os anéis da tua pertença...
Diamante,minha loucura!.
Corpo na senda que me destino,lugar onde tombo triunfante...
mas cativo no ébrio da paixão que me assume,
febril cavalgar em que roço o setim,enquanto desnudo tua imagem,
efémera à minha espera...ninfa alvissima,
aroma trespassando-me por inteiro.
Fogo no regaço,seiva onde despindo-te o manto,
me encerro em tuas pétalas num olhar profundo!.

sábado, 28 de marzo de 2009

Não só um excerto numa tela


Não só um excerto numa tela que se apronta
Não somente um quadro a óleo que fulgente pintas com prazer
Nele estas a amar-me longa e nua, sentindo-me tua em cada traço
Nesse lado ansiado de cercania, nessa forma de gritar teu amor por mim
Acariciando-me levemente em cada cor com que pretendes preencher
Os espaços duma pele que transmutas dando vida e cor
Acaricias meu peito, meus braços, meu rosto com o pincel e em silencio
Fechas os olhos e me imaginas, nesse observar interno
me abraças como o vento em tardes calorosas
Entro nesse teu espacejar donde a pele se toca sem eu estar presente
Como vento ligeiro que abre uma porta que permaneceu fechada no tempo
Nessa escolha dum caminho a través das cores duma primavera
Fechando cicatrizes abertas noutro tempo.
Não só um excerto numa tela que se apronta
Não somente um quadro a óleo que fulgente pintas com prazer
o recuperar dum tempo que julgas perdido e detido no tempo
Pele que estendes nessa tela enquanto estou ausente
Vais amando-me nesse teu jeito e eu vislumbrando arredor de ti
Silente enquanto me vejo amada nesses traços em sussurros distantes

miércoles, 25 de marzo de 2009

Prol de uma batalla....


Diz-se que o amor é eterno...mas ferido não se compadece!.
Desfragmentado tento embalar minha dor nessa gente,
que me vê ao passar sorrindo.
Mas na alma um inútil tormento,
dilacerando devagar e me pergunto...que é feito da rosa...?
...Do jardim suspenso. Haverá na multidão flor mais linda,
e caprichosa...No entanto passo sem ver,
disperso no tempo das trevas, onde se perde o meu beijo!.
E neste sentimento, a saudade me deixa abatido no vazio...
Ó agora quem me dera ser semente, assim saberia que em mim ,
habitava a esperança de brotar um dia,
e toda esta força que se me arranca do peito,
fortaleceria na metamorfose dos anos,
como a árvore robusta que me ensina a amar!.
Como te desejo minha região sagrada,
mas os tenebrosos ciclos inerentes à batalha,
nos lança para distâncias onde o eco do nosso grito
é um abafo para lá do vento...
Quase deixado ao acaso na luz difusa e a voz já rouca!.
Interrogo-me cismado olhando o firmamento...
como tão fugas ardor, não dissipa o espesso nevoeiro
e força obscura de quem chame batalha.
Eu chamo tormenta de deuses desenfreados
como gárgolas no espaço ,
com suas garras mortais dilaceram tornando despojo,
um acto velado e formado verbo.
Acto velado que cai no presente e se torna fatal!.
No entanto continuo meu caminho,
em passo triste na noite que flutua,
esperando ver romper da treva,
teu instinto de luz que me trespassa,
absorvente e subtil situando nossos corpos,
génio que em milhares não encontro flor igual a ti!.

Autor: José Paulo da Costa Ribeiro ®

martes, 24 de marzo de 2009

Sobre mi piel....


En esos instantes cuando la calma reposa mi alma entristecida
Emergen en las noches como luna de plata
Tus recuerdos acelerando mi corazón enamorado
Dibujando tu rostro en instante difuso por la distancia
Oigo en el viento el murmullo de tu voz y en la piel
el fraguar de tus caricias recorriéndome por entero.
Cuando la cortina se agita ante el viento que se adentra en mi alcoba
Y el olor del aire presagia la lluvia, el aroma de tierra humedecida
erizando mi piel sedienta de ti.
Sentir el roce de tus manos
penetrándome entre las sabanas, ondulando sobre mi cuerpo
Avivando como llama este sentir que aún se niega a morir
Quiero cubrir tu cuerpo como alas de ángel envolviéndote
mitigar tu sed con el néctar de mis besos
Despertar en ti los deseos adormecidos por la distancia
Mantener viva la llama de un amor levemente adormecido
En esas noches de luna llena, dónde la magia deambula
Despertando pasiones, mi piel se inquieta por la tuya
Mi cuerpo gime con el roce de tu piel ausente
Mi mente dibuja en añil tu cuerpo y tu rostro
Cubriéndome por entero convirtiendo mis deseos
En realidad etérea en un sentir de sensaciones placenteras

domingo, 22 de marzo de 2009

Tormenta na alvorada

Estou tão amedrontado...Ermo lugar, minha face fria!
Procuro teus lábios e olho o Horizonte da falésia do meu degredo
Inerte numa antevisão de luz, tua imagem decorosa se formando no céu.
Mas a minha dor é maior ao não te sentir fluir para meus braços e agonizo!.
Estou tão amedrontado. Dragado pela culpa num soluço amargo!,
embebido num mar picado de lágrimas, onde a tempestade teima em não passar...
gaivotas que não podem voar e eu erguendo-me na falésia, imploro ao vento
que abra uma brecha no céu cinzento...Quero ver meu amor brilhar!.
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Dos miradas unidas en un sólo espacio..
en un mismo deseo y un mismo sueño.
María Lasalete Marques ®
José Paulo da Costa Ribeiro ®

Una vida.....



Una vida sin caminos programados, sólo un camino que se
desea vivir desde la esencia misma de la vida.
Un vivir sumergida en la magía de todo aquello que verdaderamente importa.

María Lasalete Marques ®